VEM AÍ

Casas na
cyberesfera_

um convite está a caminho  ·  seunome.cybersocial.space

Em breve, eu vou te mandar um link. Não é mais uma rede social — é o contrário. É um endereço que é seu: uma casa na internet com seu nome, na sua rua, sem algoritmo mandando, sem anúncio, sem feed infinito tentando te segurar.

Cada pessoa da comunidade constrói a própria casa conversando — descreve o que quer para um modelo de IA gratuito, e o modelo constrói junto. Por trás, um processo embala tudo e chega até mim num .zip pronto, nomeado com o endereço escolhido. Eu publico, e sua casa existe.

Olha o que já existe por lá

O humano
dulauren.cybersocial.space

Currículo, pesquisa, publicações e textos — o uso sério: sua identidade e seu trabalho com endereço próprio.

O siamês
turing.cybersocial.space

O site do meu gato, com uma máquina de Turing que conta quantas vezes eu tentei devolvê-lo pra rua antes de adotar.

A rajada
kinha.cybersocial.space

A Nokia tem um joguinho de bolinha de papel numa telinha de 84×48 pixels, como os celulares que deram nome a ela.

ruastreet
pernaleg
calçadasidewalk · III
coloarms
casahome
▲  qsidewalk — transição: repetir até o humano desistir  →  HALT

Os três se linkam entre si. Cada um tem sua casa, mas as casas têm caminhos umas pras outras. Vizinhança, não feed.

Como vai funcionar

Você recebe o link e conversa. Descreve sua casa — cores, textos, fotos, um jogo, um manifesto. Se travar, a IA sugere; se quiser, eu ajudo.

Tudo chega até mim em pacote. Um .zip pronto, nomeado com o subdomínio que você escolheu, tipo amanda.cybersocial.space.

Sua casa entra no ar. No dia seguinte (ou no mesmo), seu endereço existe — e já dá pra visitar os vizinhos.

O Brasil fez o PIX — infraestrutura pública que hoje todo mundo usa sem pensar. A pergunta que fica é: por que aceitamos que nossa presença digital — onde conversamos, guardamos memórias, existimos — seja alugada de plataformas privadas, no espaço delas, sob as regras delas, paga com nossa atenção?

Aqui não há aluguel. A casa é sua, o endereço é seu, a vizinhança é feita de gente que alguém convidou de verdade. E como toda boa vizinhança: começa pequena.

— da série de materiais PIXXX: infraestrutura que a gente mesmo faz

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casas na primeira leva. Limite técnico do servidor — e escolha de propósito: comunidade de verdade não escala infinito. Os links do sisteminha saem em ordem de chegada. first come, first homed.

O que dá pra fazer na sua casa

Um currículo que não fica preso no LinkedIn
Um blog que ninguém pode derrubar
Uma galeria de fotos, da sua arte, dos seus gatos
Um joguinho bobo que só existe porque você quis
Um manifesto, um zine, uma carta aberta
Uma página pra um projeto, uma banda, uma coletiva
Uma máquina de Turing sobre qualquer coisa
Nada disso: algo que ninguém pensou ainda